10 crimes e mistérios resolvidos graças a internet

Crimes e mistérios não são temas debatidos aqui no blog. Mas é interessante a quantidade de vezes em que a internet ajudou a policia a solucionar os mais diversos crimes.

Confira 10 crimes e mistérios que foram desvendados graças a internet:

 

10º Atropelamento e fuga

10 crimes e mistérios resolvidos graças a internet
Pegar alguém depois de um atropelamento costumava ser uma tarefa muito difícil nos dias pré-Internet, já que geralmente há poucas evidências para continuar nesses casos.

Se você tiver sorte (e ainda estiver vivo), o motorista pode deixar algumas provas conclusivas para trás. Isso ainda pode não ser suficiente, a menos que eles largam a carteira de motorista ou um cotonete cheio de saliva no local.

Não estamos dizendo que a Internet melhorou as taxas de condenação em casos de atropelamento e fuga, embora saibamos de pelo menos um caso em que o culpado foi pego por causa da comunidade online.

Aconteceu em Washington, onde um ciclista foi atropelado e morto em uma colisão, embora os policiais não tivessem ideia do autor. A foto da cena acabou sendo enviada para o Reddit, pedindo ajuda a outras pessoas para identificar as peças do veículo.

A pessoa que postou provavelmente só fez isso por curiosidade, porém as coisas ficaram sérias quando um ex-inspetor de carros do estado foi capaz de identificar a maraca e o modelo precisos do veículo em questão.

Infelizmente para o homem responsável pelo atropelamento, poucas pessoas na área possuíam um Chevrolet Silverado em meados da década de 1980 na época, o que levou à sua prisão e eventual condenação.

 

9º Filmagem tremida

Os Estados Unidos possuem uma alta taxa de assassinato cometido por policiais, com o uso de tecnologia moderna, como câmeras – é muito mais difícil se safar. Isso não significa que ainda não aconteça, embora eles só tenham que ter certeza de que não há ninguém por perto para testemunhar ou gravá-lo.

Michael Slager não teve essa sorte; ele era um policial na Carolina do Sul que foi condenado por atirar e matar um negro desarmado chamado Walter Scott.

Ele não foi imediatamente acusado, no entanto, como a filmagem por testemunhas na cena do crime foi muito instável e inconclusiva para obter uma condenação. Isso foi, é claro, até que um estudante canadense online viu o vídeo e decidiu estabilizá-lo.

Daniel Voshart estava estudando cinematografia focada na estabilização de imagem na época, e queria fazer algo sobre o que ele considerava ser um crime racialmente motivado por ódio.

Ele trabalhou no vídeo e postou-o como um GIF no Reddit, que – além de mais tarde provar ser evidência conclusiva – mobilizando a comunidade online em apoio à vítima.

 

8º Empurrando para o suicídio

crimes resolvidos pela internet
Quando Nadia Kajouji, de 18 anos, cometeu suicídio em uma ponte no rio Rideau, em Ottawa, seus amigos e familiares ficaram justificadamente devastados.

Ela estava passando por muita coisa, incluindo um aborto anterior junto com a pressão sofrida na escola. (Se você ou alguém ao seu redor está se sentindo da mesma maneira, por favor, procure ajuda https://www.cvv.org.br/.)

À medida que a história se desenrolava, porém, logo foi descoberto que ela não tomou a decisão sozinha. Ela tinha falado com alguém chamado “Cami D” (nome real Melchert-Dinkel) em um fórum online algumas semanas antes do suicídio, que a convenceu a dar o passo final.

Sua identidade foi descoberta mais tarde por Celia Bay, uma conselheira online, que também descobriu que Melchert-Dinkel estava fazendo isso há um tempo.

Ao todo, ele convenceu cinco ou seis pessoas a cometer suicídio no passado, e foi acusado de uma acusação de tentativa de suicídio e uma de suicídio assistido, graças a Celia.

 

7º Estupro

estupro resolvido graças a internet
O debate em torno da agressão sexual no campus e na cultura dos atletas vem se arrastando há algum tempo nos Estados Unidos, embora o caso da Steubenville High School tenha sido um dos primeiros casos a acontecer na era das mídias sociais

Uma menor foi estuprada por um grupo de seus colegas em agosto de 2012. Aconteceu ao longo da noite e em todos os locais dentro e fora do campus.

Enquanto os principais autores acusados no crime foram posteriormente condenados, muitas vezes esquecemos o papel da Internet nessas condenações. Devido à influência local do acusado, as autoridades estavam, a princípio, relutantes em levar o caso a sério.

Isso foi até que o Anonymous – um grupo global e controverso – de vigilantes de hackers online postou uma grande quantidade de evidências online.

Além de forçar as autoridades a reabrir o caso, também trouxe a conversa para o cenário nacional. Incluía confissões do acusado, fotos e vídeos da noite e outros materiais incriminadores.

 

6º Notebook roubado


Ter algo como seu notebook ou telefone roubado é uma notícia devastadora. Não se trata do valor monetário da coisa – mesmo que os aparelhos hoje em dia sejam reconhecidamente muito caros – mas sim suas informações pessoais sobre ele, como geralmente não há como recuperar isso.

Isso era provavelmente o que estava passando pela mente de Sean Power quando seu Macbook Pro foi roubado, juntamente com seu telefone e alguns documentos.

Não foi tão ruim, porém, como ele tinha um software em seu notebook que o alertava de seu paradeiro sempre que estava online.

Ele não tinha apresentado uma queixa policial ou estava na cidade no momento, e fez a única coisa que ele poderia pensar; peça ajuda aos seus 12.000 seguidores no Twitter. Para sua surpresa, um de seus seguidores conseguiu recuperar com sucesso o laptop, juntamente com todos os outros documentos na bolsa.

 

5º Vigilantes online ajudam a acelerar processo de estupro


O suposto estupro coletivo e eventual suicídio de Rehtaeh Parsons, de 17 anos, no Canadá, viraram notícia em todo o mundo.

Os relatos diferem exatamente sobre o que a levou ao suicídio, embora muitos acreditem que a circulação de suas fotografias online e o cyberbullying foram os principais fatores.

Embora crimes semelhantes tenham definitivamente acontecido antes, o envolvimento das mídias sociais e o fenômeno relativamente novo (na época) do assédio online deram a este um ângulo tragicamente único.

Os policiais haviam inicialmente encerrado o caso, pois encontraram pouca ou nenhuma evidência ligando o estupro coletivo ao suicídio (apesar de haver evidências fotográficas literais dele). Eles tiveram que reabri-lo devido à crescente pressão de pessoas online, especialmente de hackers afiliados ao Anonymous.

Sustentamos que qualquer tipo de vigilantismo é ruim – já que a linha entre vigilantes e multidões é bastante fina – embora, neste caso, os hackers definitivamente se certificaram de acelerar o processo.

4º Onipotente


Como qualquer um que realmente tenha ido para as profundezas absolutas da Internet (para fins de pesquisa, é claro) diria a você, há realmente algumas coisas horríveis lá fora. Não estamos falando apenas de drogas ilegais e casos bizarras aqui, mas de filmes de estupro, pornografia infantil e assassinos contratados.

É um lugar difícil para a polícia, também, já que a maioria desses cantos estão escondidos atrás da dark web e outras medidas de privacidade elaboradas.

Como acessar a Deep Web de forma segura

Isso não caiu muito bem com um hacker chamado Brad William. Originalmente operando anonimamente sob seu pseudônimo Omni-Potent, ele projetou um vírus para infectar mais de 3.000 computadores de supostos predadores infantis.

Embora muitas das provas que ele acabou coletando fossem incriminadoras, as autoridades nunca agiram sobre a maior parte, pois não é admissível no tribunal por ter sido obtida ilegalmente.

Isso não significa que ele não ajudou em nada. Suas provas acabaram garantindo algumas condenações e prisões de supostos predadores infantis.

Grateful Doe


Grateful Doe (Grateful da Silva) foi um nome não oficial dado a uma vítima não identificada de um acidente de carro que matou duas pessoas na Greensville County em Virginia.

Tudo o que eles tinham era uma tatuagem em seu braço, dois ingressos para um show do Grateful Dead (Por isso ficou Grateful Doe) e um bilhete endereçado a um certo Jason.

Tudo isso mudou quando os fãs do Grateful Dead online decidiram fazer uma página dedicada a identificá-lo, o que chamou bastante atenção para o caso encerrado.

Felizmente, uma das fotos postadas lá levou uma mulher a entrar em contato com o administrador. Como se viu, o corpo não identificado era o de seu filho Jason Callahan que havia desaparecido por volta dessa época (eles apenas assumiram que ele fugiu de casa), o que foi mais tarde confirmado por testes de DNA.

 

2º Crime de Ódio

10 crimes e mistérios resolvidos graças a internet
As mídias sociais são mais frequentes nas notícias por causar crimes de ódio do que impedi-los, especialmente na sociedade polarizada de hoje.

Em muitos desses casos, não é possível verificar as identidades dos agressores, pois a maioria deles acontece em partes isoladas da cidade à noite.

Então, quando um casal de homens foi espancado por um grupo de agressores na Filadélfia por sua sexualidade percebida em 2014, parecia que iria para o mesmo caminho que todos os outros casos. Felizmente, as autoridades decidiram divulgar as fotos ao público, e alguém no Twitter foi capaz de identificá-las corretamente.

1º Assassinato


Não importa o quanto tentamos fazer as pessoas não se matarem, faz parte da sociedade humana desde que se pode lembrar. Mesmo com nossa melhor tecnologia, é muito difícil resolver todos os casos de assassinato lá fora, já que evidências incriminadoras ainda são muito difíceis de obter.

Por outro lado, alguns casos de assassinato são resolvidos pelas pessoas mais inesperadas, como detetives amadores na Internet.

Caso em questão; o assassinato de um homem na Flórida chamado Abraham Shakespeare que tinha ganhado aproximadamente 17 milhões de dólares na loteria. Enquanto a polícia originalmente não tinha pistas sobre o suspeito, visitantes frequentes dos fóruns online de resolução de crimes chamados Websleuths suspeitavam que uma mulher que Shakespeare havia transferido todos os seus ganhos anteriores na loteria.

As coisas ficaram ainda mais bizarras quando a própria mulher se juntou à discussão, e acabou confessando o assassinato. Os moderadores garantiram que nenhuma de suas palavras fosse editada, o que foi suficiente para a polícia obter uma condenação.

 

Apesar de muitos a considerarem uma terra sem lei, a internet pode ser uma grande aliada na resolução de crimes ocorridos fora dela. Já conhecia algum dos crimes dessa lista? 

Fonte: listverse.com